09 setembro 2021

RCC - XLIV Assembleia Nacional



PROGRAMA

 

Sábado (18 de setembro)

10:00h – Acolhimento / Louvor / Oração

11:00h – Os Ministérios da Igreja Católica (D. António Couto – bispo de Lamego)

12:00h – Eucaristia (D. Joaquim Mendes – Presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família)

15:00h – Rosário|Capelinha das Aparições (Pe. Nuno Antunes – Assistente Eclesiástico Nacional)

16:15h – Ministérios – serviços específicos no RCC (Vinicius Simões – presidente da RCCBRASIL)

17:15h – Intervalo

18:45h – Ministérios – serviços nos Grupos de Oração do RCC Portugal (José Luís Oliveira | Maria de Lourdes Neto | Helena Sousa | José Macedo | António Alves)

19:30h – Jantar

21:00h – Acolhimento / Louvor

21:15h – Adoração ao Santíssimo Sacramento (Pe. Nuno Antunes – Assistente Eclesiástico Nacional) – Oração de Cura e Libertação (Pe. Alfredo Neres)

Domingo (19 de setembro)

9:00h – Acolhimento / Louvor / Oração

9:30h – RCC Portugal / Comunidades Carismáticas (Canção Nova | Shalom | Obra de Maria | Emanuel | Cristo Betânea | Aliança de Misericórdia | Santos Anjos)

10:30h – Intervalo

11:00h – Eucaristia de encerramento (D. José Augusto César)

 RCC - Diocese Lisboa

08 setembro 2021

Papa: "Maria, a voz dos sem voz para dar à luz um mundo novo"

 
  "Os tempos que vivemos são os tempos de Maria"  
 
“No caminho da cultura da fraternidade, o Espírito nos chama a acolher mais uma vez o sinal de consolação e esperança segura que tem o nome, o rosto e o coração de Maria”. Palavras do Papa Francisco na sua mensagem aos participantes do 25° Congresso Mariológico Mariano Internacional (on-line) com o tema Maria entre teologia e cultura hoje. Modelos, comunicações e perspetiva
 

Jane Nogara - Vatican News

De 8 a 11 de setembro será realizado o 25° Congresso Mariológico Mariano Internacional (on-line) com o tema Maria entre teologia e cultura hoje. Modelos, comunicações e perspetiva. Para a ocasião o Papa enviou uma mensagem recordando que “a nossa alegria não deve esquecer o grito silencioso de tantos irmãos e irmãs que vivem em condições de grande dificuldade” e que “Maria, na beleza do seu seguimento evangélico e no seu serviço ao bem comum da humanidade e do planeta, ensina-nos sempre a escutar estas vozes, e ela mesma torna-se a voz dos sem voz para dar à luz um mundo novo, onde todos sejamos irmãos, onde haja lugar para cada descartado das nossas sociedades”.

Francisco agradeceu à Pontifícia Academia Mariana Internationalis que há mais de sessenta anos dedica-se ao estudo de Maria reunindo cultores de mariologia no mundo inteiro: “A celebração dos Congressos Marianos Internacionais, ofereceu debates, intuições, ideias e aprofundamentos numa época que transforma ‘rapidamente o modo de viver, de se relacionar, de comunicar e elaborar o pensamento, de comunicar entre as gerações humanas e de compreender e viver a fé. Estes Congressos”, continuou o Papa, “são um claro testemunho de como a Mariologia seja uma presença necessária de diálogo entre culturas, capaz de alimentar a fraternidade e a paz”.

Maria, Mãe de todos presença nas fronteiras

Ao recordar que a teologia e a cultura de inspiração cristã estiveram à altura da sua missão quando souberam, de forma arriscada e fiel, viver na fronteira, Francisco explicou que a Mãe do Senhor tem uma sua específica presença nas fronteiras: “É a Mãe de todos, independentemente de etnia ou nacionalidade. Assim, a figura de Maria torna-se um ponto de referência para uma cultura capaz de superar as barreiras que podem criar divisões. Portanto, no caminho desta cultura da fraternidade, o Espírito chama-nos a acolher mais uma vez o sinal de consolação e esperança segura que tem o nome, o rosto e o coração de Maria, mulher, discípula, mãe e amiga. É ao longo deste caminho que o Espírito continua a dizer-nos" que os tempos em que vivemos são os tempos de Maria".

Bento XVI: o mistério de Maria é o mistério da Palavra de Deus

O Papa recordou as palavras do Papa emérito Bento XVI ao falar que o mistério contido na pessoa de Maria é o mistério da Palavra de Deus encarnada: “Ela  sente-se verdadeiramente em casa na Palavra de Deus, dela sai e a ela volta com naturalidade. Fala e pensa com a Palavra de Deus; esta torna-se Palavra d’Ela, e a sua palavra nasce da Palavra de Deus. Além disto, fica assim patente que os seus pensamentos estão em sintonia com os de Deus, que o d’Ela é um querer juntamente com Deus. Vivendo intimamente permeada pela Palavra de Deus, Ela pôde tornar-Se mãe da Palavra encarnada”.

Piedade popular

Por fim Francisco sublinhou: “Não esqueçamos que é precisamente esta mesma Palavra que alimenta a piedade popular, que se inspira naturalmente na Nossa Senhora, expressando e transmitindo "a vida teologal presente na piedade dos povos cristãos, especialmente nos pobres; uma vida teologal animada pela ação do Espirito Santo, fruto do Evangelho inculturado. O Papa concluiu recordando uma citação de S. Boaventura Bagnoregio ao afirmar que “S. Francisco de Assis circundava a Virgem Maria de imenso amor porque tinha feito Deus nosso irmão”.

VN

05 setembro 2021

JMJ Lisboa 2023 - Símbolos das jornadas iniciam peregrinação em Espanha

 

 

Os jovens de Portugal e de Espanha passaram este Domingo, 5 de setembro, a fronteira de Vilar Formoso com os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, no início da peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora pelas dioceses espanholas.

Para os jovens de Portugal e de Espanha, das dioceses fronteiriças da Guarda e Ciudad Rodrigo, a participação na entrega dos símbolos pelos jovens portugueses aos jovens espanhóis foi uma forma de criar “mais proximidade” com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que decorrer em Lisboa, em 2023. “Nós vamos viver, em 2023, as jornadas e também é importante para eles sentirem mais perto a JMJ para que, quando chegarem ao pé de nós, todos juntos, podermos viver as jornadas de uma melhor maneira”, disse a Filipa à Agência Ecclesia. Para Maria, também da Diocese da Guarda, foi muito significativo ter contactado pela primeira vez com os símbolos da JMJ e numa fronteira que “diz tanto” aos jovens da região.

Clara, Sónia e Mónica foram três dos 10 jovens de Espanha que receberam de 10 jovens de Portugal os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, numa cerimónia marcada pela “beleza” e pelo significado da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora. “Estamos entusiasmados por receber os símbolos e pela possibilidade de peregrinarem por toda a Espanha”, disse à Agência Ecclesia o responsável pela Pastoral Juvenil da Conferência Episcopal de Espanhola. O padre Raúl Tinajero referiu o “caminho conjunto” que Portugal e Espanha estão a fazer de preparação da JMJ, que tem na peregrinação dos símbolos um momento importante, “terá outro grande momento” no Encontro Europeu de Jovens, em Santiago de Compostela, em agosto de 2022, e o “momento mais importante”, em Lisboa, em 2023. “Vai ser um momento para ir carregando as pilhas! Os nossos jovens vão-se animando e vão-se preparando para ir todos, com alegria e entusiasmo, a Lisboa”, sublinhou o padre Raúl Tinajero.

Para o padre Filipe Diniz, a peregrinação dos símbolos da JMJ em Espanha durante dois meses é “muito significativa e encorajadora” porque a participação de jovens espanhóis no encontro de Lisboa é “muito importante”. “É muito importante para nós sentir que os símbolos são da Igreja, e sentimo-lo em Angola, na Polónia e agora em Espanha”, referiu o diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, da Conferência Episcopal Portuguesa.

Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude vão peregrinar pelas dioceses de Espanha até ao dia 29 de outubro; a conclusão da peregrinação termina em Ayamonte, na diocese de Huelva, com uma Eucaristia, às 18h30, menos uma hora em Lisboa, e uma cerimónia de despedida, que termina com a travessia dos símbolos no rio Guadiana, para Portugal.

Os símbolos da JMJ já peregrinaram pelas dioceses de Angola e da Polónia, estando prevista a peregrinação em Portugal a partir do mês de novembro deste ano e até julho de 2023, em todas as dioceses portuguesas.

Ecclesia

Fiéis na Praça de S. Pedro, atentos à mensagem do Papa Francisco (Vatican Media)

 
Fiéis na Praça São Pedro atentos à mensagem do Papa Francisco  (Vatican Media) 
 
No Angelus, o Papa pediu orações pela sua Viagem Apostólica à Hungria que iniciará no próximo domingo e concluirá na Eslováquia, na quarta-feira. Francisco também recordou frei Mamerto Esquiú, bispo argentino beatificado no sábado: "Finalmente um Beato argentino!"
 

Jackson Erpen - Cidade do Vaticano

Falta uma semana para a chegada do Papa em Budapeste, onde no próximo domingo, 12 de setembro, presidirá a Missa que concluirá o 52º Congresso Eucarístico Internacional. Mas o seu coração já está na Hungria e na Eslováquia, para onde irá logo após o final da celebração. Uma peregrinação - disse Francisco no Angelus - que terminará “na outra quarta-feira com a grande festa popular da Virgem das Dores, Padroeira daquele país”:

Serão dias marcados pela adoração e pela oração no coração da Europa. Enquanto saúdo com afeto os quantos prepararam esta Viagem - e agradeço-lhes -, e os quantos me esperam e que eu próprio desejo encontrar, peço a todos que me acompanhem com a oração e confio as visitas que farei à intercessão de tantos confessores heróicos da fé, que testemunharam o Evangelho naqueles lugares no meio de hostilidades e perseguição. Que ajudem a Europa a testemunhar ainda hoje, não tanto com palavras, mas sobretudo com factos, com obras de misericórdia e de acolhimento, o bom anúncio do Senhor que nos ama e nos salva. Obrigado!

"Finalmente um Beato argentino!"

Mas logo após rezar o Angelus, antes de fazer alguns apelos, a primeira referência foi à Argentina, onde no sábado, 4,  foi beatificado frei Mamerto Esquiú:

Ontem, em Catamarca (Argentina), foi beatificado Mamerto Esquiú, frade menor e bispo de Córdoba. Finalmente um Beato argentino! Foi zeloso anunciador da Palavra de Deus, para a edificação da comunidade eclesial e também civil. Que o seu exemplo nos ajude a unir sempre a oração e o apostolado, e a servir a paz e a fraternidade. Uma aplauso ao novo Beato!

VN

Refugiados afegãos entre os apelos do Papa, no Angelus

 

 Menino afegão caminha ao lado de militar dos EUA enquanto ele e sua família são conduzidos pelo Aeroporto Internacional de Dulles, Virgínia, para embarcar num autocarro que os levará a um centro de processamento de refugiados.  (2021 Getty Images) 

 
Atento aos acontecimentos em redor do mundo, o Papa pediu que os refugiados afegãos possam "viver com dignidade em paz e em fraternidade". Francisco também felicitou os judeus pelas festas que se aproximam, em particular o Ano Novo Judaico, rezou pelas vítimas da tempestade que teve ligar nos Estados Unidos e recordou a Santa Madre Teresa de Calcutá e o "serviço heroico" das Missionárias da Caridade.
 

Jackson Erpen - Cidade do Vaticano

“Nestes momentos agitados, em que afegãos procuram refúgio, rezo pelos mais vulneráveis entre eles”. Após recitar o Angelus, o Papa Francisco fez um apelo pelos refugiados do Afeganistão, país em que os acontecimentos das últimas semanas despertam preocupação em todo o mundo:

Rezo para que muitos países acolham e protejam aqueles que procuram uma nova vida. Também rezo pelos deslocados internos, para que tenham a assistência e a proteção necessárias. Que os jovens afegãos possam receber educação, um bem essencial para o desenvolvimento humano. E que todos os afegãos, tanto na pátria, como em trânsito e nos países anfitriões, possam viver com dignidade, em paz e fraternidade com os seus vizinhos.

Vítimas de tempestade nos Estados Unidos

O Santo Padre também elevou orações pelos atingidos pela tempestade que aconteceu e castigou os Estados Unidos. Os mortos são ao menos 45.

Asseguro a minha oração pela população dos Estados Unidos da América atingida por um forte furacão nos últimos dias. Que o Senhor acolha a alma dos falecidos e sustente os que sofrem com esta calamidade.

Festas judaicas

O Pontífice também dirigiu felicitações aos judeus pelas festas dos próximos dias

Nos próximos dias é celebrado o Ano Novo Judaico, Rosh Hashanah. E depois as duas festas do Yom Kippur e Sukkot. Dirijo os meus votos mais sinceros a todos os irmãos e irmãs da religião judaica: que o novo ano seja rico de frutos de paz e de bem para todos os que caminham fielmente na Lei do Senhor.

Santa Madre Teresa de Calcutá

Pouco antes de concluir os seus apelos e saudações, um momento especial na Praça de S. Pedro, com efusivos aplausos quando o Papa recordou a festa litúrgica de Santa Madre Teresa de Calcutá:

Hoje é a memória de Santa Teresa de Calcutá, para todos Madre Teresa. Um belo aplauso! Dirijo a minha saudação a todas as Missionárias da Caridade, comprometidas em todo o mundo com um serviço muitas vezes heróico. Penso, em particular, nas Irmãs do «Dom de Maria», aqui no Vaticano.

VN

04 setembro 2021

O Papa: a crise pela pandemia torna o compromisso pela paz ainda mais urgente

 
 
Aos membros da "Fondation Leaders pour la Paix", recebidos em audiência, Francisco destaca a importância, num momento histórico crítico, de uma colaboração multilateral e de uma cultura de rostos e de encontro. "Infelizmente - observa ele - a pandemia ainda não foi superada e suas consequências económicas e sociais, especialmente para a vida dos mais pobres, são pesadas".

Debora Donnini - Cidade do Vaticano

Ajudar governantes e cidadãos a enfrentar como "oportunidade" a situação crítica quer social como ambiental agravada pela pandemia. É preciso, portanto, uma ação que atue em duas vertentes: uma a nível cultural e a outra institucional. Esta é a exortação que subjaz a todo o discurso do Papa aos membros da "Fondation Leaders pour la Paix", recebidos no final da manhã deste sábado em audiência no Vaticano. A organização, lançada pelo francês Jean-Pierre Raffarin, pretende oferecer uma sabedoria política ao serviço da paz e do interesse geral, para reduzir os conflitos.

“O vosso compromisso pela paz - observa o Papa - nunca foi tão necessário e urgente”, num momento histórico “particularmente crítico”, marcado pela pandemia e por “múltiplas crises convergentes” também do ponto de vista ambiental, como a fome, armas nucleares, clima:

A pandemia, com suas longas consequências de isolamento e "hiper-tensão" social, inevitavelmente colocou em crise também o agir político em si mesmo, a política como tal. Mas também este facto pode tornar-se uma oportunidade para promover uma "melhor política", sem a qual não é possível "o desenvolvimento de uma comunidade mundial, capaz de realizar a fraternidade a partir de povos e nações que vivem a amizade social".

Arquitetura e trabalho artesanal pela paz

Citando a Fratelli tutti, Francisco recorda, de facto, que para construir a paz são necessárias tanto uma "arquitetura" da paz, onde agem as instituições, como um "trabalho artesanal" da paz, que envolve todos. Uma ação, portanto, em dois níveis. No plano cultural, trata-se de promover "uma cultura dos rostos, que coloque em primeiro lugar a dignidade da pessoa", sobretudo se marginalizada, e "uma cultura do encontro", na qual escutamos e acolhemos os nossos irmãos:

No segundo nível - o das instituições - é urgente favorecer o diálogo e a colaboração multilateral, porque os acordos multilaterais garantem melhor do que os bilaterais “a cultura de um bem comum verdadeiramente universal e a proteção dos Estados mais fracos”. Em todo o caso, “não paremos nas discussões teóricas, tenhamos contacto com as feridas, toquemos a carne de quem sofre os danos”.

Perigo de ideologização

O discurso de Francisco também aborda a crise ambiental que, agravada pela pandemia, deveria provocar "uma tomada de responsabilidade mais decisiva" nos níveis mais altos até envolver todos os cidadãos:

Na realidade, vemos que não raramente "de baixo" chegam as solicitações e propostas. Isto é muito bom, embora às vezes tais iniciativas sejam instrumentalizadas por outros interesses por grupos ideologizados. Existe sempre o perigo de "ideologização". Também nesta dinâmica sociopolítica pode-se desempenhar um papel construtivo, principalmente favorecendo um bom conhecimento dos problemas e das suas causas profundas. Isto faz parte daquela educação para a paz que, com razão, está no vosso coração.

O encorajamento é, portanto, prosseguir no trabalho por uma sociedade mais fraterna, experimentando aquela alegria que Deus prometeu aos "construtores da paz".

VN

02 setembro 2021

DIÁLOGOS COM O SENHOR DEUS (21)

 
 
 
«Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». 
«Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». 


Como pode ser isso possível, Senhor, se apesar de “pescado” ainda me debato tanto na tua “rede”, tentando libertar-me? 
Meu filho, é normal que te debatas em busca da liberdade, porque ainda não percebeste verdadeiramente que é na minha “rede” que és totalmente livre. 

 
Mas é uma “rede”, Senhor, e as redes prendem?
Repara que é uma “rede” que não prende. A “rede” que te prende e em que te debates és tu mesmo, que ainda não confias verdadeira e totalmente em Mim. 


De que é feita a tua “rede”, Senhor? 
A minha “rede” é feita só de amor e como sabes, quando o experimentas, o verdadeiro amor, o amor que te tenho e a todos vós, não tem prisões, não tem barreiras, é completamente livre, porque é todo doação e recepção. 


Oh, Senhor, percebo e quero viver intensamente na liberdade da tua “rede” de amor, mas «pescador de homens», eu? Pobre de mim! 
Sabes, meu filho, para ser «pescador de homens» não é preciso saber pescar! É preciso apenas saber amar! 


Mas é tão fraco o meu amar, Senhor! 
Quando te chamo a ser “pescador de homens”, como chamo a todos, Eu dou-te tudo o que precisas, sobretudo o amor. Mostra, testemunha o meu amor nas “águas da vida”, leva a “barca da tua vida” onde Eu te conduzir, toca e deixa-te tocar, sente e faz sentir, sorri e recebe os sorrisos, abraça e deixa-te abraçar, beija e deixa-te beijar, ama e deixa-te amar, e Eu me encarregarei do resto da “pesca”. 


E, Senhor, como posso eu saber se sou bom «pescador de homens»? 
Não te preocupes com isso. Faz-te apenas “ao largo” lança a “rede do Meu amor”, e Eu atrairei a Mim aqueles que quero pescar. Não precisas saber do resultado da tua “pesca”, não te vás tu orgulhar. Basta-te saber que Eu estou contigo a “pescar”! 


Obrigado, Senhor, por quereres que eu seja “pescador do Teu amor”! 
A todos Eu chamo, meu filho, a serem “pescadores do Meu amor”, de tal modo que o “pescado” é “pescador” e o amado é também o amor! 




Monte Real, 2 de Setembro de 2021 
Joaquim Mexia Alves
 

01 setembro 2021

O Papa: avançar com os jovens para estilos de vida que respeitam o meio ambiente

 
  
 
Na mensagem em vídeo, Francisco volta a falar da crise ambiental que a humanidade atravessa, com destaque para os jovens, pois considera que eles estão na vanguarda das questões ecológicas jovens "têm a grandeza de empreender projetos de melhoria ambiental e social".

Vatican News

Um estilo de vida sóbrio e eco sustentável é o que pede o Papa Francisco na videomensagem com a intenção de oração para setembro, mês do Tempo da Criação, divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa.

A edição de setembro do Vídeo do Papa faz parte da celebração anual, global e ecuménica do Tempo da Criação que tem início nesta quarta-feira, 1 de setembro, Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, e prossegue até 4 de outubro, festa de S. Francisco de Assis, padroeiro da ecologia.

Na mensagem em vídeo, divulgada nesta quarta-feira (01/09), o Papa Francisco volta a falar da crise ambiental que a humanidade atravessa, com destaque para os jovens, pois considera que eles estão na vanguarda das questões ecológicas.

Fico muito feliz por ver que os jovens têm a grandeza de empreender projetos de melhoria ambiental e social, já que as duas coisas caminham juntas. Nós, adultos, podemos aprender muito com os jovens, porque, em tudo o que diz respeito ao cuidado do planeta, os jovens estão na vanguarda. Aproveitemos o seu exemplo, reflitamos, especialmente nestes momentos de crise, crise sanitária, crise social, crise ambiental, reflitamos sobre o nosso estilo de vida.

“Não nos servirá descrever os sintomas, se não reconhecermos as raízes humanas da crise ecológica”, recorda o Papa na Encíclica Laudato si’. O Pontífice convida-nos a questionar a forma como vivemos e utilizamos os bens materiais, "sobre a forma como nos alimentamos, consumimos, deslocamo-nos, ou o uso que fazemos da água, da energia e do plástico, e de tantos bens materiais que muitas vezes são prejudiciais à Terra. Vamos escolher mudar! Vamos avançar com os jovens para estilos de vida mais simples e que respeitam o meio ambiente", diz Francisco na videomensagem.

E rezemos para que todos nós tomemos as decisões corajosas, as decisões necessárias para uma vida mais sóbria e eco-sustentável, sendo inspirados pelos jovens que estão comprometidos com esta mudança. E eles não são tolos, porque estão comprometidos com o seu futuro. É por isso que eles querem mudar o que vão herdar num tempo em que nós já não estaremos lá.

A raiz humana da crise ecológica

A necessidade de ações urgentes para combater a crise ambiental e social não é nova. Há cada vez mais alertas globais para tentar consciencializar a humanidade de que algo precisa mudar. Em junho passado, a ONU advertiu que "a Terra está a alcançar rapidamente ‘extremos irreversíveis’ e que enfrentamos uma ameaça tripla: a perda de biodiversidade, a mudança climática e o aumento da poluição".  Isto impacta a vida de todos: “A degradação do mundo natural já está a prejudicar o bem-estar de 3,2 bilhiões de pessoas, ou seja, 40% da humanidade”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, acrescentou que “a humanidade há muito que vem destruindo as florestas do planeta, poluindo os seus rios e oceanos e arando desordenadamente a terra. Estamos a devastar os ecossistemas que sustentam as nossas sociedades”.

VN

O Papa: "A santidade vem do Espírito Santo, é a gratuidade da redenção de Jesus"

 
 
 
A catequese de hoje deu início à segunda parte da Carta de S. Paulo aos Gálatas na qual o Apóstolo dos Gentios interpela diretamente os Gálatas, colocando-os diante das escolhas que fizeram e da sua condição atual, que poderia anular a experiência de graça que viveram.
 

Mariangela Jaguraba - Vatican News

"Gálatas insensatos" foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (1°/09), realizada na Sala Paulo VI, no Vaticano.

A catequese de hoje deu início à segunda parte da Carta de S. Paulo aos Gálatas na qual o Apóstolo dos Gentios interpela diretamente os Gálatas, colocando-os "diante das escolhas que fizeram e da sua condição atual, que poderia anular a experiência de graça que viveram".

Os termos com os quais o Apóstolo se dirige aos Gálatas certamente não são gentis. mas noutras Cartas é fácil encontrar a expressão “irmãos” ou “caríssimos”, aqui não. Diz genericamente “Gálatas” e duas vezes chamas-lhe “insensatos”. Não o faz porque não são inteligentes, mas porque, quase sem perceber, correm o risco de perder a fé em Cristo que aceitaram com tanto entusiasmo. São insensatos por não perceberem que o perigo é o de perder o precioso tesouro, a beleza da novidade de Cristo.  A maravilha e a tristeza do Apóstolo são evidentes. Não sem amargura, ele provoca esses cristãos a lembrarem-se do primeiro anúncio feito por ele, através do qual lhes ofereceu a possibilidade de adquirirem uma liberdade até então inesperada.

Ação do Espírito Santo nas comunidades

Segundo o Papa, o Apóstolo "faz perguntas aos Gálatas a fim de despertar as suas consciências. Trata-se de questões retóricas, pois os Gálatas sabem muito bem que a sua chegada à fé em Cristo é fruto da graça recebida através da pregação do Evangelho. A palavra que ouviram de Paulo centrou-se no amor de Deus, plenamente manifestado na morte e ressurreição de Jesus. Os Gálatas devem olhar para este evento, sem se deixarem distrair por outros anúncios. A intenção de Paulo é colocar os cristãos em condições para que percebam o que está em jogo e não se deixem encantar pela voz das sereias que os querem conduzir a uma religiosidade baseada unicamente na observância escrupulosa dos preceitos".

Os Gálatas experimentaram também a ação do Espírito Santo nas comunidades. "Ao serem colocados à prova, tiveram de responder que quanto tinham vivido era fruto da novidade do Espírito. No início da sua chegada à fé, portanto, estava a iniciativa de Deus e não a dos homens. O Espírito Santo tinha sido o protagonista da sua experiência; colocá-lo agora em segundo plano a fim de dar primazia às próprias obras seria uma insensatez. A santidade vem do Espírito Santo e essa é a gratuidade da redenção de Jesus: isto nos justifica", disse ainda o Papa.

Deus continua a conceder os seus dons

S. Paulo convida-nos também a refletir sobre a forma como vivemos a fé. "Será que o amor de Cristo crucificado e ressuscitado permanece no centro da nossa vida quotidiana como fonte de salvação, ou será que nos contentamos com algumas formalidades religiosas para estar em paz com a nossa consciência? Estamos apegados ao tesouro precioso, à beleza da novidade de Cristo, ou preferimos algo que neste momento nos atrai, mas que depois nos deixa vazios por dentro?"

“O efêmero bate muitas vezes à porta dos nossos dias, mas é uma triste ilusão, que nos faz cair na superficialidade e nos impede de discernir aquilo pelo qual realmente vale a pena viver.”

O Papa convidou-nos a manter a certeza de que, "mesmo quando somos tentados a afatar-mo-nos, Deus continua a concer os seus dons".

Uma ascese sábia e não artificial

Na história, sempre e também hoje, acontecem coisas semelhantes ao que aconteceu aos Gálatas. Também hoje, ouvimos alguém que diz: "Não, a santidade está nestes preceitos, nestas coisas, vocês têm que fazer isto ou aquilo, e isto leva-nos a uma religiosidade rígida, de rigidez que nos tira aquela liberdade no Espírito que a redenção de Cristo nos dá. Cuidado com a rigidez que te é proposta. Por trás de toda rigidez existe algo mau, não há o Espírito de Deus. Esta carta ajudar-nos-á a não dar ouvidos a essas propostas um pouco fundamentalistas que nos fazem regredir na nossa vida espiritual, e nos ajudará a ir adiante na vocação pascal de Jesus.

Francisco concluiu a sua catequese, dizendo que, apesar de todas as dificuldades que possamos colocar à ação do Espírito, "não obstante os nossos pecados, Deus não nos abandona, mas permanece connosco com o seu amor misericordioso. Deus está sempre perto de nós com a sua bondade. Peçamos a sabedoria de percebermos sempre essa realidade e mandar embora os fundamentalistas que nos propõem um caminho de ascese artificial, distante da ressurreição de Cristo. A ascese é necessária, mas uma ascese sábia e não artificial".

VN

Carta aos diocesanos de Lisboa, no início do ano pastoral 2021-2022

 

Caríssimos irmãos e irmãs do Patriarcado de Lisboa

1. É com muita proximidade e estima que vos saúdo no início do novo ano pastoral de 2021-22. Com os irmãos Bispos que comigo servem a Diocese, desejo que vos traga muitas oportunidades de crescimento na fé e na caridade de Cristo, em convivência fraterna e corresponsabilidade missionária. E especialmente agora, quando participamos responsavelmente no esforço da sociedade em geral para debelar a pandemia e garantir um bom futuro, que só o será se for realmente para todos. 
O Documento final da caminhada sinodal de Lisboa (2014-2021), a que podeis aceder facilmente no “site” do Patriarcado, enumera no seu número 20 algumas “opções pastorais prioritárias” que devemos ter muito em conta. Proponho mesmo que nas reuniões que fizermos nesta altura com os colaboradores pastorais mais diretos, das paróquias e vigararias aos movimentos e grupos, se releia este número do Documento, no sentido de concretizar tais opções, conforme cada local ou setor. Na verdade, resume muito do que se pensou e ensaiou ao longo da caminhada sinodal, enriquecida com a colaboração e a oração de milhares de diocesanos – no próximo número da Vida Católica podereis ler quanto se refere à fase de receção do nosso Sínodo. 

2. A primeira alínea das referidas opções pastorais indica precisamente «dar continuidade ao processo de receção da Constituição Sinodal de Lisboa, promovendo dinâmicas sinodais…».
É também o melhor modo de correspondermos ao que o Papa Francisco nos pede em ordem ao próximo Sínodo dos Bispos, que versará a sinodalidade na Igreja. Não encontraríamos melhor modo de contribuir para tal objetivo do que partilharmos as conclusões do que fizemos e projetámos durante os últimos sete anos. E assim faremos certamente.
As opções pastorais prioritárias selecionadas pelo nosso caminho sinodal  sublinham, com a “promoção de dinâmicas sinodais”, a “pastoral juvenil e universitária”, a “resposta aos desafios que enfrentam as IPSS”, a “pertinência da constituição de unidades pastorais”, e “proporcionar verdadeiras experiências de anúncio do Evangelho no contexto da preparação e vivência da JMJ 2023”. A promoção de dinâmicas sinodais é transversal a todas as opções. 
Não poderia ser doutro modo, pois é assim que Deus vive e atua - do Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. Foi também assim que Jesus atuou, chamando e enviando discípulos, cuja unidade garantiu a autenticidade cristã do que foram e fizeram, como agora acontecerá connosco. Educar para conviver e agir “sinodalmente” é parte essencial da iniciação cristã e da vida eclesial no seu todo. 
Conselhos pastorais e económicos, paróquia a paróquia e a nível diocesano, que realmente se estabeleçam e corretamente funcionem; encontros vicariais de ministros ordenados e de ministérios e serviços laicais: tudo isto é prioritário, como o nosso Sínodo realçou e muito importa cumprir.  
Por vezes, a urgência das respostas a dar e dos objetivos a atingir pode apressar em termos individuais o que devíamos realizar ouvindo e caminhando com os outros. Mas isso será trazer para o âmbito eclesial o que é da vida corrente, mais do que da vida cristã propriamente dita. Bem pelo contrário, o incremento da sinodalidade em todos os âmbitos da vida da Igreja, comunidade a comunidade e das vigararias à diocese, é indispensável para nos evangelizarmos na ação. 
Alguém lembrou já que “o mais importante de qualquer reunião é a própria reunião”, se for momento verdadeiramente eclesial, de reconhecimento mútuo e escuta atenta de cada um. Daí mesmo, e começando todos por escutar a Deus, sairá algo de evangelizador e criativo, como inúmeras passagens bíblicas nos repetem.

3. A pastoral juvenil e universitária é a segunda alínea das “opções prioritárias” que o nosso Sínodo indicou, propondo a criação de espaços de referência para o desenvolvimento espiritual e o acompanhamento vocacional e mútuo. Tudo o que respeita a este setor da pastoral tem especial acuidade no horizonte cada vez mais próximo da Jornada Mundial da Juventude, que é muito mais do que um evento a acontecer: é um processo em curso e criador de bom futuro.
Como já partilhei, a principal motivação que me levou a propor ao Papa Francisco a realização da JMJ em Lisboa proveio das realidades juvenis católicas, com várias interligações eclesiais (movimentos, dioceses, paróquias, institutos religiosos e seculares), que me sugeriram fazê-lo. Quem reparar no que vem acontecendo com Missões País, Núcleos de Estudantes Católicos, Campos de Férias e iniciativas de voluntariado juvenil, apercebe-se do grande potencial evangelizador que contêm. Ligam-se também a movimentos juvenis e universitários em cujos centros e espaços de referência se atingem os objetivos de formação cristã, acompanhamento espiritual e discernimento vocacional, com fruto comprovado. Contamos particularmente com o Escutismo Católico (CNE), que em 2023 completará o seu centenário em Portugal. 
Tudo isto se pode e deve incrementar, rumo à JMJ, como já vai acontecendo nos encontros do dia 23 de cada mês e com iniciativas missionárias que motivam a participação. Irão também aumentando os pedidos de colaboração à medida do tempo que se acelera. Momento alto será certamente a próxima Solenidade de Cristo Rei (21 de novembro) – Dia Diocesano da Juventude. Aliás, a última alínea das opções pastorais prioritárias que o nosso Sínodo deixou refere-se precisamente a experiências de anúncio do Evangelho no contexto da preparação e vivência da JMJ 2023. Com os jovens e para nos rejuvenescer evangelicamente a todos. 

4. É também sinodalmente, que poderemos responder aos “desafios que enfrentam as IPSS”, quer as que “são da Igreja” quer aquelas em que também “está a Igreja”, porque nelas estão cristãos. 
Além do setor público e do privado, o setor social em que se inserem as IPSS respondeu prontamente a muitas necessidades que a pandemia trouxe ou agravou. Dou graças a Deus por tanto bem que se fez através delas. Mas isto mesmo nos leva a redobrar esforços para as defender e fortalecer, como para evidenciar diante das entidades públicas e da população em geral que a existência e o bom funcionamento das IPSS são essenciais para desenvolver sentimentos e práticas que nos constituam somo “sociedade” propriamente dita.
Criámos na diocese a Federação Solicitude, para melhor atingirmos tal objetivo e verifico com gratidão e agrado que vai prosseguindo o seu bom caminho, aliás não exclusivo no vasto campo da entreajuda institucional. Importa muito que as comunidades, paroquiais e outras, sintam que as instituições sociocaritativas também são “suas” e lhes requerem a devida colaboração. Não está em causa a autonomia institucional que justamente têm, mas não se esquece a motivação comum que a todos nos liga. Centros Sociais Paroquiais e Cáritas (diocesana e paroquiais), Conferências Vicentinas e Misericórdias, Lares e muitas outras iniciativas solidárias: a tudo devemos interesse e apoio.

5. Outra opção pastoral indicada pelo Sínodo diocesano refere-se à pertinência da constituição de unidades pastorais, integrando as diversas realidades eclesiais, com maior interligação de entidades e clareza de gestão.
Por “unidade pastoral” não se entende meramente o facto de várias comunidades e instituições poderem estar confiadas a um ou mais ministros ordenados. Pretende-se, isso sim, que as paróquias e realidades eclesiais presentes em determinado espaço territorial ou sociocultural colaborem realmente na definição e prossecução de objetivos pastorais comuns. Colaboração que envolve certamente a padres e diáconos, mas não menos os fiéis leigos e os consagrados ali presentes e atuantes, tanto no que respeita à Palavra de Deus e à Catequese, como na Liturgia e na ação sociocaritativa. 
Alguma coisa se fez já nesse sentido – Missões Vicariais e Semanas Vicariais da Caridade, por exemplo, bem como muitos encontros de formação para fiéis de várias paróquias ou para a preparação de batismos e matrimónios – e por aqui havemos de prosseguir. Tanto mais quanto a urbanização generalizada faz com que a vida em geral também aconteça cada vez mais assim, originando vários contactos e pertenças, muito para além da residência territorial. Para já e sobretudo, atendamos ao que nos está mais próximo, paróquia a paróquia e setor a setor.  

Caríssimos diocesanos, desejo-vos as maiores felicidades pessoais, familiares e comunitárias neste novo ano pastoral. Deus vos abençoe e Nossa Senhora vos inspire - Ela que não demorou na primeira evangelização do mundo, levando em si mesma a Cristo, que todos aguardavam!


Lisboa, 1 de setembro de 2021

+ Manuel, Cardeal-Patriarca, com os irmãos Bispos que comigo servem a Diocese

Patriarcado de Lisboa