E depois vêm aqueles momentos em que quero sentir-Te, quero viver-Te, quero sentir a Tua presença e … nada acontece.
Quero adorar, quero rezar, quero louvar, quero agradecer e até pedir, quero escrever e … nada acontece.
Porquê, Senhor, porque Te escondes assim de vez em quando, mesmo acreditando firmemente na Tua presença na Eucaristia?
Porque
não sinto aquele calor, aquela quase exaltação, aquele quase frenesim,
que me leva a alinhar palavras numa folha de papel, para dizer o mais
óbvio, que Tu és amor, que Tu és tudo, que Tu és a vida e a esperança já
cumprida.
Fazes-Te assim distraído, sabendo eu que estás sempre atento.
Fazes-Te assim indiferente, quando eu sei que Te preocupas constantemente.
Afinal que quero eu?
Sentir-Te, viver-Te?
Mas
se eu acredito que Tu estás sempre, então porque quero eu precisar de
Te sentir, de Te ouvir, se acredito que Tu estás e vives em mim sempre
que me abro a Ti?
Mesmo
na secura mais fria e escura, eu acredito que Tu estás sempre ali à
minha espera, mais do que à minha espera, a dar-me a mão e a dizeres-me
nesse Teu jeito de amor: Amas-me, Joaquim?
E eu vou dizendo que sim, que Te amo sempre, sem fim.
E Tu vais perguntado muito mais do três vezes, porque eu Te neguei e nego muito mais do que Pedro, pobre de mim.
Mas vou sempre repetindo, timidamente, como com medo de estar a mentir: Sim, Senhor, eu amo-Te.
E
Tu olhas para mim, entras no meu olhar ainda cego, vais até ao meu
coração, e é então que eu exclamo com surpresa e adoração: Ah, Senhor,
afinal estavas aí, bem dentro de mim!
Tu sorris, fixas o Teu olhar no meu, e dizes-me cheio de amor: Porque te amo, Joaquim, porque te amo!
Obrigado, Senhor!
Garcia,
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)
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