02 setembro 2024

OS MÁRTIRES ABANDONADOS DO NOSSO TEMPO

 

 


“No dia 24 de Agosto, a aldeia de Barsalogho foi alvo de um ataque terrorista em que foram assassinadas mais de 150 pessoas, incluindo 22 cristãos. Este é o terceiro ataque ocorrido só neste mês e é já considerado como um dos mais sangrentos em toda a história do país que está a ser alvo desde 2015 da actuação de diversos grupos armados jihadistas.”

Retirado das notícias da Fundação AIS – Ajuda à Igreja que sofre

É preciso ser a Fundação AIS a dar esta e outras notícias, para o mundo saber dos horríveis e criminosos ataques que acontecem constantemente em África.

Neste mundo, dito “primeiro mundo”, a hipocrisia noticiosa continua todos os dias a manipular e confundir a opinião pública, dando-lhe apenas notícias que pertençam ao mundo do “politicamente correcto”.

Enquanto isso, em África e não só, persiste uma verdadeira guerra de genocídio de cristãos, sem que a ONU e outros organismos iguais, se incomodem em denunciar e condenar, com a mesma força e vigor com que o fazem noutras partes do mundo.

 

Mesmo, infelizmente, a Igreja Católica neste dito ocidente, não toma, por assim dizer, as dores destes cristãos esquecidos em África, e pouco ou nada fala e escreve, sobre este horror permanente.

Poderemos dizer que nós, cristãos que vivemos neste mundo, dito “primeiro”, pouco poderemos fazer, mas a verdade é que, para além de nas nossas orações diárias termos sempre presente estes irmãos que sofrem horrores, podemos, sem dúvida nenhuma, servirmo-nos das redes sociais em que colocamos, por vezes, tanta coisa de interesse duvidoso, colocar com insistência as notícias destes atentados criminosos que se vão sucedendo em África, para que a opinião pública não diga que não tem conhecimento.

Estes verdadeiros mártires dos nossos tempos, para além de sofrerem estes horrores, ainda sofrem, também, o abandono de uma sociedade mundial e, até, dos cristãos que em geral, como eu, vivem confortavelmente a sua fé, sem daí nos vir nenhum mal ou incómodo.

Indignemo-nos, denunciemos, exijamos das instâncias internacionais, o mesmo vigor e interveniência que têm noutras situações mediáticas, que são permanentemente notícia na comunicação social em todo o mundo.

Ajudemos como pudermos a Fundação AIS que é, talvez, a instituição que mais faz por estes nossos irmãos sofredores.

Que não cometamos o pecado da omissão, pelo menos e no mínimo, rezando pelos cristãos perseguidos em África e em todo o mundo.

Peçamos à Mãe do Céu que interceda por estes seus filhos abandonados à sua pouca sorte.

Que Deus os abençoe e lhes dê a justa recompensa pelo seu doloroso sacrifício.

 

Marinha Grande, 2 de Setembro de 2024

Joaquim Mexia Alves

 

Nota: link para a notícia - https://fundacao-ais.pt/burquina-fasso-ais-denuncia-novos-massacres-islamistas/


28 agosto 2024

DIÁLOGOS COM O SENHOR 29 - A DECISÃO

 


 

Então o que decides sobre esse assunto que tens de resolver?

Oh, Senhor, não sei bem pois tenho, pelo menos, duas soluções, julgo eu.

E ambas são justas e dignas?

Bem, uma julgo que o é, mas a outra teria que “torcer” um pouco a consciência para conseguir ter êxito, mas é muito mais fácil do que a outra.

Então, volto a perguntar, qual delas escolhes?

Bem, Senhor, eu gostava muito que me dissesses qual eu deveria escolher.

Mas Eu já te disse!

Como, Senhor?

Com tudo o que ensinei, com tudo o que está escrito na Minha Palavra, com tudo o que te ensina a Igreja.

Pois, Senhor, mas eu penso que a solução mais fácil, não é assim tão má.

Não é assim tão má ou não tem nada errado?

Bem, não será completamente correcta, mas também não é algo de muito mau.

Pergunto-te mais uma vez, o que decides então?

E eu volto a pedir-Te, Senhor, que me digas qual devo escolher?

Eu não to posso dizer. Dei-te tudo o que precisas para tomares a decisão correcta, mas não a posso tomar por ti, porque senão violaria a tua liberdade, a liberdade que Eu te dei.

Ah, Senhor, mas eu cedo na minha liberdade e assim podes dizer-me.

Nem isso te posso fazer, porque a liberdade é fruto do Meu amor por ti, e eu nunca abdico de te amar, mesmo quando fraquejas.

Está bem, Senhor. Entrego-me nas Tuas mãos, rezo e decido.

Qual foi então a tua decisão?

Não posso ir contra a minha consciência cristã, não posso “torcer” a verdade para alcançar uma solução, por isso, e porque só assim faço a Tua vontade, vou pela solução mais difícil, mas que é aquela que é justa, digna e correcta.

Eu te abençoo, meu filho. Vai que Eu estou sempre contigo.

Obrigado, Senhor, pelo Teu amor e porque afinal me disseste claramente que decisão eu devia tomar. Eu é que não queria ver a verdade que é só uma. A que vem de Ti, que és o Caminho, a Verdade e a Vida.

 

Marinha Grande, 28 de Agosto de 2024

Joaquim Mexia Alves