Em Ravanusa, as equipas de resgate ainda estão a procurar pessoas entre os escombros (AFP or licensors)
Gabriella Ceraso – Vatican News
Uma "explosão devastadora", um "desabamento dramático" de edifícios na hora do jantar, no último sábado (11/12), na pequena cidade italiana de Ravanusa, na província de Agrigento. O Papa reza pelas vítimas e carrega no coração o sofrimento das famílias em luto.
O sofrimento de toda uma comunidade
Num telegrama assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, enviado a dom Alessandro Damiano, o Papa expressa o sofrimento de toda uma comunidade e pede ao bispo para transmitir a todos, a sua "sincera proximidade". Francisco manifesta o seu apreço pelos que ainda estão à procura de pessoas sob os escombros pesados. Cento e oitenta bombeiros ainda estão a trabalhar no local. Foi organizada uma "coleta extraordinária" promovida pela diocese, para 19 de dezembro. "Juntos por Ravanusa" é o título da iniciativa que pretende ser um sinal concreto de proximidade. "Que todos, por intercessão de Maria, tenham conforto", pede o Papa Francisco.
Investigação aberta por desastre e homicídio culposo
Na área da explosão, ainda estão a ser procuradas duas pessoas desaparecidas, um pai de 59 anos e o filho de 33 anos. Eles também estavam juntos, talvez na garagem, no último sábado à noite, quando um estrondo e depois as chamas lançaram a pequena cidade siciliana num pesadelo, deixando a imagem de uma devastação igual à causada por um forte terremoto.
Já foi emitido o decreto para a apreensão da área do desastre, a área da "cratera" e a área vizinha, totalizando 10 mil metros quadrados, mas para se tornar operativa é preciso que as duas pessoas desaparecidas sejam encontradas. A partir daí, toda a área será limpa e a equipa de especialistas nomeada pelo Ministério Público de Agrigento, chefiada por Luigi Patronaggio, poderá definir as causas da explosão. A investigação foi delegada aos Carabineiros que supõem ter-se tratado de uma acumulação subterrânea de uma grande quantidade de gás. A partir de um procedimento de prevenção da Empresa Italgas, em 2014, parece que emergiram situações de grave risco em toda a área da cidade siciliana. A investigação acusa os crimes de desastre e homicídio culposo.
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